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Mostrando postagens com o rótulo DD 038

Bolas da Vez: Intrusão de Vapor e PFAS

Para quem trabalha com gerenciamento de áreas contaminadas (GAC), não é nenhuma novidade que as "bolas da vez" do mercado atendem pelos nomes de Intrusão de Vapores e PFAS. Ambos os assuntos terão explicações mais detalhadas em artigos futuros, mas por ora, vamos a um breve resumo do tema Intrusão de Vapores: EPA -  https://www.epa.gov/vaporintrusion/what-vapor-intrusion a. Intrusão de Vapores Toda a área contaminada por Substâncias Químicas de Interesse (SQIs) voláteis devem ser investigadas para a via de exposição intrusão de vapores, provenientes do solo ou da água subterrânea. Isso se dá por conta da característica da SQI volátil, de "se mover" do local onde está a grande massa de contaminação e atingir o possível bem a proteger, que está na superfície. No caso particular do bem a proteger ser a saúde humana e a superfície for um ambiente fechado, esse é um risco muito preocupante. O risco pode ser iminente, se a SQI for, por exemplo, metano, e houver ...

Investigação de Áreas Contaminadas

Esse texto foi originalmente publicado na página da ECD , e trata da Investigação de Áreas Contaminadas. Não é uma receita de bolo, mas é uma proposta de metodologia de investigação que resume as boas práticas nesse item importante do gerenciamento de áreas contaminadas.  Boa leitura. A Investigação de Áreas Contaminadas é a etapa crucial para uma adequada recuperação dessa área. A ECD, através de seus permanentes estudos, pesquisas e publicações, recomenda o seguinte protocolo para uma adequada investigação: 1. Identificação da Fonte: é essencial localizar a posição exata da fonte primária, ou seja onde efetivamente ocorreu o evento que causou a contaminação. Essa identificação pode ser feita por meio de uma Avaliação Preliminar, atividade prevista da Decisão de Diretoria 038 (DD-038) da CETESB e  que é feita pelos Responsáveis Técnicos (Consultorias); ou por meio de uma varredura ( screening ). Mais à frente, serão descritos alguns métodos de varredura que a ECD disponib...

Bombeamento e Tratamento Ainda Funciona como Técnica de Remediação?

Por recomendação do meu amigo Martim Afonso de Souza,  e com o objetivo de promover um debate com nosso alunos do Curso de  Pós-Graduação em Gerenciamento de Áreas Contaminadas do SENAC , reli recentemente o artigo:  "Resurgence of Pump and Treat Solutions: Directed Groundwater Recirculation" , escrito em 2015 por  Suthan Suthersan, Eric Killenbeck, Scott Potter, Craig Divine, and Mike LeFrancois ( para ler o original, acesse esse link ). A essência do artigo pode ser descrita como o "renascimento" do bombeamento e tratamento (P&T - da sigla em inglês  pump and treat ) como técnica de remediação para remoção de massa, após décadas sendo deixado de lado nos projetos de remediação. Nos EUA, esse movimento de abandono do P&T começou no final dos anos 80, no Brasil, começou no início dos anos 2000, alegando (com boa dose de razão), que o P&T não era eficiente para remoção de massa, apenas para contenção do avanço da pluma de fase dissolvida. O P&T...

Exemplos de Áreas Contaminadas

Para quem está tomando contato agora com nossos textos introdutórios sobre Áreas Contaminadas, um breve resumo do que já falamos nesse espaço: No nosso primeiro texto da série introdutória, nós falamos sobre o que significa uma área contaminada, e sobre o desafio que representa a enorme quantidade de substâncias químicas criadas pelo homem que ainda não têm informação sobre eventuais danos à saúde e ao meio ambiente. No segundo texto , falamos sobre o Responsável Legal, que é o ator que arca com a maior parte dos custos envolvidos e o porquê dele fazer isso. No terceiro texto , expusemos as obrigações (e as dores de cabeça) que esses Responsáveis Legais têm no gerenciamento de Áreas Contaminadas e sobre a importância deles escolherem bem seu(s) Responsável(is) Técnico(s). Nesse texto, daremos alguns exemplos de problemas enfrentados por Responsáveis Legais no Gerenciamento de suas Áreas Contaminadas. O primeiro exemplo é um clássico: o Aterro Mantovani, localizado em Sa...

Sou um Responsável Legal. E Agora??????

No nosso primeiro texto da série introdutória , nós falamos sobre o que significa uma área contaminada. No segundo texto , falamos sobre os custos envolvidos, quem os paga e porquê. Nesse mesmo texto, trouxemos a definição do personagem chamado Responsável Legal . Para quem está começando a leitura agora, ser um Responsável Legal significa responder, legalmente e administrativamente, por uma área contaminada, e todos os custos associados a ela. Para muitas pessoas (físicas ou jurídicas) só de pensar nessa situação já aparece uma dor de cabeça, e não dá para criticar essas pessoas, pois provavelmente elas têm razão. E haverá um aumento substancial de Responsáveis Legais (pelo menos no estado de SP) nos próximos anos, principalmente em decorrência da DD-038 [1], e das Resoluções SMA-10 [2] e SMA-11 [3]. A DD-038, entre muitas outras coisas, exige que alguns empreendimentos realizem um “Monitoramento Preventivo”, basicamente uma Avaliação Preliminar e Investigação Confirmat...